segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um semestre de muito aprendizado




Olá meus nobres alunos,

Nesse semestre que se finda tive o prazer de desfrutar da companhia de vocês aos domingos pela manhã. Não poderia deixar passar em branco uma data tão importante para mim, como a conclusão de nossa primeira revista. Mas, essa data só se tornou importante, porque vocês são importantes para mim. Esse bolinho simples e a singela decoração foram apenas uma forma de eu expressar o quanto tem sido legal estar com vocês.

Que Deus abençoe a cada um e que tenhamos um próximo semestre ainda mais produtivo e abençoado!
A todos um início de semana com tudo de mais excelente!

Eduardo

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Everything by "Conga"

Olá pessoal, boa noite!
Gente, esse negócio de teatro é difícil demais pra mim. É bem mais tranquilo ministrar uma EBD (rsrsrs). Realmente tiro o meu chapeu pra esse pessoal do teatro do JAECC. Eles são feras!
Olhem aí o professor se aventurando no palco da praça do BNH no último sábado.
Forte abraço pra vcs!
Eduardo
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Olá caros alunos,
A lição dessa semana tem como título Política ou Politicagem. A fim de complementar o estudo da Revista, segue abaixo um texto que trata da participação dos evangélicos na política brasileira. O Artigo é de Robison Cavalcante, que é autor de, entre outros, Cristianismo e Política - teoria e prática histórica. Esse autor é referência quando se trata de estudos sobre política e religião.
Boa leitura e ótimo início de semana!
P.S. Diego, gostei do seu comentário e estou aguardando a sua crônica.

"A participação dos evangélicos na política brasileira

Há quarenta anos vivíamos o fim de um paradigma: a hegemonia das igrejas históricas no protestantismo no Brasil, e um “destino manifesto” civilizatório (protestantismo = democracia + progresso). O Estado Laico, os colégios inovadores, a ética do trabalho e do abandono dos vícios caminhavam juntos nessa construção, com os nossos intelectuais orgânicos e a ação aglutinadora da Confederação Evangélica. A “derrota dos comunistas”, em março de 1964, fora lida como resultado do Dia Nacional de Jejum e Oração liderado por setores “renovados” em 15 de novembro de 1963, que também abandonaram o seu passado e fizeram as pazes com o autoritarismo, cooptados pelo regime. Mais do que o adesismo de uma minoria de inocentes úteis, áulicos ou oportunistas, a ideologia que vivia a triunfar é a da alienação: “política não é lugar para crente”. A ideologia do “destino manifesto” civilizatório foi esquecida, desconhecida pelas novas gerações. Concentramo-nos em debates sobre o milênio e a tribulação, pois, quando não se atua neste mundo, se pensa no “outro” mundo. A construção de um pensamento evangélico latino-americano foi deixada de lado, pela importação de correntes teóricas e dos setores mais conservadores dos Estados Unidos. O evangelicalismo das missões viu triunfar o fundamentalismo.

Nesse regime militar, nova geração (a maioria de igrejas históricas) retomaria a reflexão e a ação, dentro dos espaços da pastoral estudantil, das agências de serviço, das escolas de pensamento, em ministérios não-denominacionais. A Teologia da Missão Integral foi uma lufada de ar fresco em um contexto estéril, preocupado com a “salvação das almas”. Desse espaço sairiam os criadores de movimentos apontando para a responsabilidade social e política dos cristãos, em campanhas como “Evangélicos pela Constituinte”, “Diretas Já”, eleições presidenciais de 1989, “Fora Collor”, e na proposta do MEP; do setor pentecostal -- que não tinha passado de engajamento -- se desenvolveu a noção de “candidaturas oficiais”, sob o lema “Irmão vota em irmão!”. Retornamos à ordem constitucional, as eleições se tornaram uma rotina, a imprensa e a cátedra são livres, bem como a sociedade civil. As regiões continuam desiguais; não foi fechado o fosso que separa os privilegiados dos apenas incluídos, dos marginalizados e excluídos.

A hegemonia pentecostal/renovada foi breve, atropelada pelo “neo-pós-isso-pseudo-pentecostalismo”, com a teologia da prosperidade, individualista, com os “filhos do Rei” confundindo consumismo com bênçãos. Pode-se falar em um crescimento quantitativo (e com sinais de mobilidade social ascendente) sem correspondência com a dimensão qualitativa, inclusive no espaço público. O “crescimento” não implicou a formação de cidadãos mais éticos e responsáveis, nem a redução dos males nacionais.

Para o evangélico médio, política é sinônimo de partidos e eleições. Daí o “avivamento” cíclico da profusão de candidaturas, desde as “oficiais” às resultantes de “profecias”, de níveis aquém do desejado e de resultados eleitorais cada vez mais escassos. Se o crente comum não recebe ensino sobre como fazer diferença na vida em sociedade, aqueles que ocupam posições nos poderes do Estado são, em geral, carentes de uma proposta diferenciadora ou de uma ética superior. Com a crise das ideologias e a ausência de nitidez dos partidos políticos, os evangélicos, quando se filiam, o fazem já especialmente naqueles menos nítidos, pois sua atuação é individualista e corporativa (em defesa do bem particular das igrejas, e não do bem comum da sociedade). Permanece a ausência de estudos bíblicos sobre ética social, história do pensamento cristão ou história política da igreja. Não havendo o conhecimento acumulado necessário para a reflexão sobre a conjuntura atual, além da não utilização das ferramentas das Ciências Humanas, a ação social (quando ocorre) raramente ultrapassa a dimensão do assistencialismo, ou da instrumentação para o “crescimento da Igreja”, sem relação com um conceito mais amplo de missão ou com uma noção mais bíblica do Reino de Deus. Como segmento expressivo, em disputa de hegemonia entre pentecostalismo/renovacionismo e o neo/pós/isso/pseudo-pentecostalismo, há de se reconhecer que o abandono dos vícios, a ética do trabalho, a valorização da família e o associativismo eclesiástico têm devolvido dignidade e qualidade de vida a milhares de brasileiros. O legalismo-moralismo da santidade passiva, a eclesiologia-gueto e a ausência de uma docência de um discipulado encarnado, não têm levado renascidos a ser o sal e a luz. A História nos tem mudado, mas não sabemos quanto temos mudado a História. A pauta para nosso testemunho cidadão, não decorre apenas da nossa História, da nossa cultura, e da nossa conjuntura, mas de um mundo exterior globalizado, onde não somente o Islã e o esotérico, mas o secularismo militante nos ameaça de fora, enquanto o liberalismo teológico vai abrindo as portas para os mesmos do lado de dentro.

Como reagiremos a esses novos desafios?"

Robinson Cavalcanti

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aliança da globalização com a religião (texto complementar)

Olá pessoal, como o nosso próximo tema será globalização, estou postando um texto muito interessante publicado na revista ultimato no ano de 2004. Leiam com atenção, pois discutiremos alguns pontos dele na EBD.
Forte abraço,
Eduardo

A aliança da globalização com a religião


Passados alguns anos, é muito fácil descobrir os erros da igreja — as Cruzadas, a Inquisição, o casamento da evangelização com a colonização, o silêncio em certas situações clamorosas, como a escravidão, o Holocausto etc.

Precisamos criar um esquema que nos obrigue a enxergar esses escândalos enquanto eles estão acontecendo para abominá-los agora, e não depois. Para tanto é preciso ouvir a voz dos profetas tanto de dentro como de fora da igreja. Se o Senhor abriu a boca da jumenta para falar a Balaão (Nm 22.28), não poderia falar-nos hoje pela boca de um historiador, sociólogo, antropólogo, cientista político, psicanalista?

Talvez fosse bom ouvir o diagnóstico do cientista político David Callahan, autor do livro A Cultura da Trapaça — por que mais americanos estão fazendo a coisa errada para passar na frente. Em entrevista à Folha de São Paulo, Callahan explica que a grande discrepância que há entre as superestrelas e as pessoas comuns leva todo mundo a fazer “o que for preciso, até trapacear, para chegar ao topo”. Por essa razão, metade dos currículos enviados por candidatos a empregos contém mentiras, 80% dos universitários americanos mais brilhantes admitem ter colado e, a cada ano, empresas americanas perdem cerca de 600 bilhões de dólares em furtos cometidos por seus funcionários.

Essa corrida a qualquer preço ao topo estaria poupando a igreja? Nem agora nem antes. Se no primeiro livro da história eclesiástica, Simão, o Mago, teve a ousadia de oferecer dinheiro a Filipe para ter o poder de batizar com o Espírito Santo aqueles sobre os quais impusesse as mãos (At 8.19), por que hoje não se brincaria com a terceira pessoa da Trindade?

Outra voz de fora que precisa ser ouvida é a da psicanalista Maria Rita Kehl: “A religiosidade pós-moderna é uma espécie de religiosidade de resultados, que invoca as forças celestes para garantir as ambições terrenas dos fiéis. Jesus, que deu sua vida para trazer uma nova palavra aos homens, hoje é invocado como uma espécie de fiador de projetos de ascensão social de suas ovelhas e sobretudo de muitos pastores e pastoras oportunistas.”

Na Conferência sobre o Cristianismo na América Latina e no Caribe, realizada em junho de 2003, na Faculdade Batista e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o frei Carlos Josaphat, doutor em teologia, denunciou: “Há muito ‘religiosismo’ no mundo, mas nunca houve tanta falta de sentido de Deus”. E continuou: “Há hoje uma religião de objetos, de terapia barata, de utilitarismo, de comércio com Deus. Aí a globalização faz aliança com a religião”.

Nessa incontida corrida para chegar ao topo, na qual pensamos estar as superestrelas, “há pessoas capazes de vender a alma ao Diabo por um minuto de celebridade”, como afirma Leonardo Boff!

segunda-feira, 8 de junho de 2009


Boa tarde caros alunos!!

Esse é o nosso blog. Criei com o objetivo de termos um canal aberto para compartilhar com vcs informações sobre nossa classe da EBD. Fiquem atentos, pois procuraremos sempre postar algo que venha complementar nossas aulas, como texto adicionais, reflexões, infomações interessantes, etc, para que nossas aulas sejam mais dinâmincas e estimulantes. Sempre que possível, publicarei aqui as minhas reflexões nas Leituras diárias da revista. Pra começar acho que não teriam uma maneira melhor jeito do que essa: com a foto da turma. Todos ficaram muito bem, diga-se de passagem.

Um início de semana com tudo de mais excelente para cada um de vcs!

Forte abraço!