segunda-feira, 15 de março de 2010

Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace


“E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace”.
Gosto muito dessa frase da música “Sutilmente” do Skank. As vezes costumo refletir sobre algo que ouço, leio e que, a princípio, não teria muito a acrescentar a minha, digamos, vida espiritual. No domingo a noite usei essa frase na ministração inicial do louvor, como vocês puderam perceber. Acho que o autor foi muito feliz ao conceber essa frase, pois de fato quando estamos tristes o que mais precisamos é de carinho, que pode ser materializado num simples abraço. Não queremos, nessas horas, que as pessoas nos encham de perguntas como: Por que você está tão triste? Aconteceu alguma coisa? Posso te ajudar? (quase sempre ninguém pode nos ajudar nesses momentos). Não. Nessa hora talvez seja necessário e suficiente um simples abraço.
Por incrível que possa parecer, isso me fez refletir sobre a Graça de Deus. Nos momentos de tristeza a graça do Pai faz isso conosco: nos abraça. Cheguei a essa conclusão quando a frase da música do skank me veio a mente no domingo a tarde. Depois de cantarolá-la bem baixinho, ‘sutilmente’ meu pensamento foi levado ao Salmo 42. Lá o poeta bíblico diz: “Quando irei e me verei perante a face do meu Deus? As minhas lágrimas tem sido meu alimento de dia e de noite”. Penso que o motivo de querer estar perto de Deus são as lágrimas do poeta, isto é sua tristeza. Ele sabe que perto de Deus suas lágrimas seriam enxugadas num abraço cheio de afago acalentador. Vejo uma mão abraçando e outra enxugando cada lágrima que cai dos seus olhos. Quando o salmista está triste, ele quer simplesmente um abraço de Deus. A vontade de estar perto é tão grande que ele pergunta como que desesperado: “Quando irei e me verei...?” Bom, não sei se o salmista “se viu” perante a face de Deus...
Nesse momento, de novo, ‘sutilmente’ meu pensamento foi levado pelas páginas sagradas. Percebi que se o poeta do salmo 42 não se viu perante a face de Deus, bem pertinho, tendo suas lágrimas colhidas, um conterrâneo dele, muitos séculos depois viu sim, do jeito que o salmista queria ver. No capítulo 7 de Apocalipse, o Apóstolo João viu uma multidão que não se podia numerar. Gente de todos os povos, tribos, língua e nação. Estavam de pé, tendo no meio deles (bem pertinho) o Cordeiro – JESUS. Sabe quem estava lá inserido no meio daquele mundão de gente? O poeta do salmo 42! Ah, eu também estava lá, quase imperceptível no meio de tanta gente, mas estava lá! Foi aí que João viu, no versículo 17, uma cena linda: o Cordeiro apascentando (que inversão poética maravilhosa, certamente o salmista deve ter adorado!) toda essa gente, inclusive o poeta salmista e eu também!
Um detalhe importante, nesse versículo João viu o Pai bem pertinho de todos (abraçando-os com sua Graça), enxugando as lágrimas de todos, inclusive as do poeta do salmo 42 e as minhas também!
Por isso, quando você estiver triste, peça a Deus que simplesmente te abrace.
É isso aí caríssimos, esses foram meus pensamentos numa tarde ociosa de domingo.

Abraços em todos, especialmente naqueles que, por qualquer motivo, estejam tristes.
Prof. Eduardo

2 comentários:

  1. Simplesmente lindo!

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  2. Uaaal q lindooo... me senti abraçada/Aliviada q Deus abençõe

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